Um mês após assassinato de vereador no Ceará, criminosos seguem foragidos

Crime ocorreu no Bairro Mirandão, próximo à residência da vítima. Dois homens foram vistos em uma picape efetuando os tiros. Ninguém foi preso. Vereador em exercício é morto com tiros de fuzil no Crato, na região Cariri do Ceará.
Nesta sexta-feira (7) completa um mês do assassinato do ex-policial e vereador em exercício Erasmo Morais (PL) no Crato, na Região do Cariri. Ele foi atingido por vários tiros, e uma câmera de segurança flagrou o carro usado pelos suspeitos. Conforme a Secretaria da Segurança Pública, nenhum dos criminosos envolvidos no assassinato foi preso.
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No dia 23 de maio, o carro que teria sido usado na morte de vereador foi encontrado incendiado. O automóvel estava queimado e foi localizado na entrada do sítio Baixio do Muquém. A Perícia Forense do Ceará ainda investiga a possibilidade. Conforme as investigações, o carro estava na região do Cariri desde o dia 3 de maio, quatro dias antes do crime.
Vereador é assassinado com tiro de fuzil no Crato
Segundo a Polícia Militar, o assassinato ocorreu por volta das 11h no Bairro Mirandão, próximo à residência do vereador. Testemunhas afirmaram para a polícia que dois homens em uma picape de cor branca efetuaram os disparos.
Erasmo teria levado mais de 10 tiros. A equipe de peritos que foi ao local contou 47 cápsulas (36 de fuzil e 11 de pistola) espalhadas pelo chão.
Na época, uma moradora conversou com a reportagem da TV Verdes Mares e disse que ouviu vários disparos. “Quando eu saí, ele já estava morto e os suspeitos não estavam mais. Ele [vereador] ia buscar o filho autista na escola e foi morto quando saía de casa”, disse.
Erasmo Morais assumiu o cargo na condição de suplente e era pré-candidato a vereador nas eleições deste ano.
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Suplente de vereador assassinado foi policial militar por dois anos, mas foi expulso por extorsão e associação criminosa
Extorsão e associação criminosa
Erasmo Morais foi policial militar durante dois anos, mas teve a expulsão decretada por ser suspeito de extorsão e associação criminosa.
A Secretaria da Segurança Pública disse que ele foi excluído dos quadros da Polícia Militar em 1995, e depois foi recolhido ao Presídio Militar. Ele foi agente de segurança durante dois anos — após entrar na corporação em setembro de 1993.
Polêmica na Câmara de Vereadores
Em novembro de 2023, Erasmo se envolveu em uma confusão com a vereadora Mariângela Bandeira (PMN), na Câmara de Vereadores. O tumulto iniciou no momento em que os parlamentares debatiam o retorno da vaquejada municipal.
No debate, uma ativista da causa animal foi contra. Porém, parlamentares pediram que ela explanasse o ponto de vista apenas na semana seguinte, o que deu início à confusão.
Erasmo Morais afirmou na época que recebeu ofensas da ativista após ele ter contestado o ponto de vista dela, que recebeu apoio da vereadora Marisângela. O relato na época é de que o parlamentar durante o tumulto adotou de força física, tendo apertado o braço da vereadora.
Vereador é assassinado com tiro de fuzil na cidade do Crato, interior do Ceará
Edson Freitas/TV Verdes Mares
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