SUS começa a oferecer nove novos medicamentos contra o câncer e prevê beneficiar 116 mil pacientes
Pacientes oncológicos atendidos pela rede pública de saúde passam a contar com novas opções de tratamento. O Ministério da Saúde iniciou, nesta semana, a disponibilização de nove medicamentos de alta tecnologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida deve beneficiar mais de 116 mil pessoas e representa uma ampliação do acesso a terapias para diferentes tipos de câncer.
Os medicamentos atendem a 13 indicações terapêuticas, incluindo casos de câncer de mama, estômago, próstata, pulmão, rim e tireoide, além de linfomas, leucemia e tumores neuroendócrinos. Segundo o Ministério da Saúde, os tratamentos podem contribuir para aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, conforme as características de cada caso.
Nesta primeira etapa, a distribuição ocorre em 20 centros de tratamento espalhados pelo Brasil. As unidades estão localizadas em 17 estados e no Distrito Federal, incluindo o Ceará. A expectativa do governo federal é estender a oferta aos demais serviços oncológicos até dezembro deste ano.
Ampliação dos tratamentos na rede pública
Entre os medicamentos incluídos estão o abemaciclibe, indicado para determinados casos de câncer de mama, e o trastuzumabe, que passa a contemplar também pacientes com câncer de estômago. A lista inclui ainda opções para o tratamento de tumores renais, câncer de próstata, câncer de pulmão e doenças onco-hematológicas.
A aquisição dos nove medicamentos terá um custo anual estimado em R$ 155,4 milhões. De acordo com o Ministério da Saúde, a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para ampliar a assistência oncológica no SUS.
A meta da pasta é disponibilizar 23 novos medicamentos contra o câncer até o fim de 2026, aumentando em 35% as alternativas terapêuticas na rede pública. Para viabilizar a expansão, o governo prevê investimentos anuais de aproximadamente R$ 4 bilhões, envolvendo compras federais, negociações de preços e repasses para os serviços de saúde.
Outras medidas para diagnóstico e tratamento
Além da ampliação dos medicamentos, o Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 400 mil testes para rastreamento do câncer colorretal. O exame será destinado a pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos e poderá ajudar a identificar quem precisa realizar colonoscopia para investigação complementar.
Também estão previstas medidas para ampliar o rastreamento do câncer do colo do útero e o financiamento de cirurgias oncológicas videotorácicas, técnica minimamente invasiva utilizada principalmente em casos de câncer de pulmão.
As iniciativas integram os esforços do governo federal para ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer na rede pública de saúde.

