Ceará: Mais de 100 mil mulheres denunciam violência doméstica em cinco anos
Os dados sobre a violência doméstica no Ceará revelam uma realidade alarmante, que reflete a persistência do patriarcado e do machismo estrutural, além do sofrimento enfrentado por muitas mulheres que, em sua maioria, são agredidas em seus próprios lares por aqueles com quem escolheram compartilhar suas vidas.
De acordo com informações da Polícia Civil do Ceará (PCCE), entre janeiro de 2020 e setembro de 2024, foram registradas mais de 100 mil denúncias de mulheres que sofreram violência doméstica no estado. Além disso, quase 14 mil prisões em flagrante foram realizadas com base na Lei Maria da Penha, que visa proteger as vítimas e punir os agressores.
Onde está cada uma das delegacias da mulher no Ceará

A implementação de medidas protetivas de urgência, bem como a ênfase na celeridade dos julgamentos de feminicídios, são passos importantes na criação de políticas públicas que buscam combater a violência de gênero. Essas iniciativas são fundamentais para reduzir a subnotificação dos casos e incentivar as vítimas a romperem o ciclo de violência.
Recentemente, no início de novembro, o governador do Ceará, Elmano de Freitas, anunciou a diminuição dos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) no estado, afirmando que o Ceará apresenta o menor índice de feminicídios do Brasil.
Entretanto, é importante observar que, segundo os dados analisados, 68% dos feminicídios ocorridos em 2024 foram cometidos com armas brancas e outros meios, ao contrário de outros tipos de homicídios, onde o uso de armas de fogo é mais comum. Essa informação ressalta a necessidade de uma análise mais profunda sobre os métodos utilizados na violência contra as mulheres e a urgência de ações efetivas para combatê-la.